
sexta-feira, 3 de abril de 2009
quinta-feira, 2 de abril de 2009
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Complexos

Conta-se que certa vez, a um irmão que tinha complexos de superioridade, S. Francisco de Assis ordenou que fosse fazer uma pregação pública todo nu. Por sua vez, para que ele não ficasse com complexos de inferioridade, foi ele próprio assistir à pregação... todo nu!
Imagem: quadro de J.F. Hippolyte (Museu do Louvre)
terça-feira, 31 de março de 2009
domingo, 29 de março de 2009
Dies Domini

«Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica só; mas se morrer, dará muito fruto. Quem ama a sua vida, perdê-la-á, e quem despreza a sua vida neste mundo conservá-la-á para a vida eterna. Se alguém Me quiser servir, que Me siga, e onde Eu estiver, ali estará também o meu servo.»
sexta-feira, 27 de março de 2009
quarta-feira, 25 de março de 2009
soon! later...
Já a Quaresma vai tão alta e eu ainda não arranjei tempo (ou será que o desperdicei?) para cumprir a lista de "boas intenções" - leia-se metanóia - a que me propus com grande fervor e entusiasmo; já assim é há muitos anos (pelo menos não podem dizer que não tenho força de vontade). Recomeçar mais cedo do que tarde (ao contrário da lebre) é a melhor opção! Correr na ponta final é sempre a outra opção em aberto. Só que este tempo não é de "sprinters"; é de corredores de fundo que com calma, perseverança e paciência alcançam a desejada meta gloriosa!Já assim dizia o velho e sábio profeta Isaías:
«Aqui está o que disse o Senhor Deus, o Santo de Israel: É na conversão e na calma que está a vossa salvação; é no repouso e na confiança que reside a vossa força».
(Is 30,15)
terça-feira, 24 de março de 2009
Baile da Paróquia
A antecipar os bailes e arraiais do próximo Verão. Desde Trás-os-Montes, até Santarém e Ericeira, onde o mar é mais azul... E o céu também!
domingo, 22 de março de 2009
Dies Domini (Laetare)
EVANGELHO: Jo 3, 14-21
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São JoãoNaquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Assim como Moisés elevou a serpente no deserto, também o Filho do homem será elevado, para que todo aquele que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus não enviou o Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele. Quem acredita n’Ele não é condenado, mas quem não acredita já está condenado, porque não acreditou em nome do Filho Unigénito de Deus. E a causa da condenação é esta: a luz veio ao mundo e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque eram más as suas obras. Todo aquele que pratica más acções odeia a luz e não se aproxima dela, para que as suas obras não sejam denunciadas. Mas quem pratica a verdade aproxima-se da luz, para que as suas obras sejam manifestas, pois são feitas em Deus.
sábado, 21 de março de 2009
Poesia

Aos nossos grandes poetas
(AN UNSRE GROSSEN DICHTER)
As margens do Ganges ouviram do Deus da alegria
O triunfo, quando do Indo conquistando tudo
Vinha o jovem Baco, com vinho
Sagrado acordando os povos do sono.
Oh acordai-os, Poetas! Acordai-os do sono também,
Os que inda dormem, dai-nos as leis, dai-nos
A vida, triunfai, Heróis! Só vós
Tendes direito de conquista, como Baco.
Hölderlin, poemas (Relógio d'Água)
sexta-feira, 20 de março de 2009
Ó vós que comentais, perdei toda a esperança!
Precisamente porque toda a gente comenta ou é especialista em comentar tudo o que o Papa diz (e sobretudo em comentar tudo o que não diz) não tinha intenção de postar nada sobre as suas declarações a propósito de SIDA e preservativos; mas acho que este texto do F. J. Viegas, a propósito das ditas declarações, merece aqui uma "re-publicação":
«Quando o Papa diz seja o que for, a primeira coisa que se perfila é um vasto pelotão de flibusteiros e engraçadinhos que não ouve o que o Papa diz mas comenta o que gostaria que ele tivesse dito. Qualquer cronista avançado e com gosto pela heresia (que é hoje muito fácil e bem remunerada) diz duas alarvidades a jeito.
O mais preocupante é ver a insuspeita quantidade de especialistas em teologia e história eclesial que logo se ergue nas rádios e nos jornais, como se fossem católicos de ir à missa e se importassem muito com os pobres que morrem de sida. O ideal, para estes cavalheiros, seria um Papa que defendesse o aborto, o sexo com animais e a distribuição de preservativos nas escolas. Isso sim, seria moderno, fracturante e capaz de chamar fiéis. Fiéis – não se sabe a quê.»
O mais preocupante é ver a insuspeita quantidade de especialistas em teologia e história eclesial que logo se ergue nas rádios e nos jornais, como se fossem católicos de ir à missa e se importassem muito com os pobres que morrem de sida. O ideal, para estes cavalheiros, seria um Papa que defendesse o aborto, o sexo com animais e a distribuição de preservativos nas escolas. Isso sim, seria moderno, fracturante e capaz de chamar fiéis. Fiéis – não se sabe a quê.»
terça-feira, 17 de março de 2009
Pensamentos para a Quaresma
«O abade PASTOR dizia: Sejam quais forem os teus sofrimentos, a vitória sobre eles está no silêncio».
*«DIZIA UM ANCIÃO: «Come apenas quando sentires fome; não te deites antes de teres sono e não fales se não te dirigirem a palavra».
*«DISSE O ABADE Pastor: O mal nunca acabou com o mal. Se alguém praticar contra ti algo de mau, pratica tu o bem, de modo a destruíres a sua maldade com a tua boa acção».
In Ditos e Feitos dos Padres do Deserto (Assírio e Alvim).
Etiquetas:
Citações. Padres do Deserto. Quaresma.
"Discriminação positiva", diz ela!

De qualquer forma, discriminação é sempre discriminação. Além disso não percebo como é que estas "experiências" se coadunam com os louvores inflamados à chamada "escola inclusiva". Ou será que há "inclusividades" que são exclusivas e vice-versa? E o papá Albino assobia para o lado e não diz nada? Deve andar muito ocupado a preparar as escolas para receberem convivas para assar o cabrito no S. João. Condomínios (contentores) fechados não é com ele!
Nota: Na imagem, ilustração do livro para crianças O cogumelo Venenoso, publicado em 1938. Mostra a expulsão dos judeus da sua antiga escola, deixada apenas aos "arianos puros". Entre outras coisas, o livro explica que "assim como é difícil distinguir os cogumelos venenosos dos comestíveis, também é muito difícil ver que os judeus são velhacos e delinquentes. Do livro Contai aos vossos filhos... , Um livro sobre o Holocausto na Europa, 1933-1945, Gótica, Lisboa 2000.
Adenda: A publicação e escolha da imagem não pretende estabelecer um paralelo tirado a papel químico entre as duas situações, até por respeito às vítimas do nazismo (ciganos incluídos); mas o "Sitz im Leben" é familiar.
"Obstinação terapêutica", dizem eles!

É impressão minha ou esta gente tem uma especial predilecção pela secção de necrologia?
Ou será que já estão mortos mas ainda não sabem?
Será só necrolatria?
Perfectórios mesmo são os eufemismos fracturantes e a agenda pseudo-política: aqui.
domingo, 15 de março de 2009
Fiat Lux
Imagem: Visão - assinantes (nº 836)Ainda que com uma digitalização sofrível, na imagem (clicar para a aumentar) podemos observar as regiões da Terra que mais electricidade consomem. Escusado será dizer que são, também, as que mais consomem todas as coisas que temos como (naturalmente) adquiridas: água, alimentos, combustíveis, tecnologia, etc, etc... É caso para perguntar, como Cícero: "Quousque tandem, Catilina, abutere patientia nostra"?
sexta-feira, 13 de março de 2009
Vos estis sal terrae!

«Parece sempre que já atingimos o cúmulo, mas há sempre outro cúmulo ao virar da esquina. Que se seguirá ao pão? Se calhar, usarmos uma colher para cortá-lo, já que as facas podem ser perigosas.»
M.E.C. (Público - assinantes)
Vos estis (1/4) sal terrae - Esta gente até os evangelhos era capaz de alterar e regulamentar! Chiça!
quinta-feira, 12 de março de 2009
Pequenos milagres do dia-a-dia!

Un irlandais, en rentrant chez lui d'un pèlerinage à Lourdes, est fouillé à la douane.
«- C'est quoi, cette bouteille? lui demande le douanier.
- De l'eau de Lourdes, répond l'irlandais.
- Mais c'est du cognac! lui dit le douanier soupçonneux après vérification.
- Un miracle! s'écrie l'irlandais, ô merci, Vierge Marie!»
quarta-feira, 11 de março de 2009
Teologia do sofrimento II
«Ainsi, dans l'histoire de l'iconographie chrétienne, il est frappant de constater que, jusqu'au XII, le Christ n'est que très rarement représenté mort sur la croiz: soit la croix est vide, soit le Christ est représenté ressuscité, glorieux. Sur les vitraux des cathédrales, par exemple à Chartres, la croix est en trois couleurs: rouge du sang versé, vert de l'arbre de vie, or de la gloire. Dans le choeur des églises anciennes, la représentation centrale est celle d'un Christ en gloire, partie prenante de la création (Pantocrator) - ou piétinant les portes de l'enfer pour en tirer l'homme et la femme et remonter avec eux vers la vie, selon l'une des représentations symboliques de ce que la tradition évangélique appelle «la réssurrection». L'allusion à la souffrance est bien présente, mais comme quelque chose qui débouche sur une vie nouvelle. La souffrance est traversée. Cette souffrance, en tout cas, n'est pas conçue comme le lieu où l'on demeure, mais comme le lieu d'un déplacement. Celle qui est présente dans la vie de tout homme est-elle susceptible d'être traversée elle aussi? La question se pose de savoir si un tel «passage» existe vraiment: dans ce tunnel obscur, une trace peut-elle mener vers autre chose? Je me propose de revenir aux textes fondamentaux, pour voir quelle théologie ils nous proposent en ce domaine. Plutôt de remonter vers une source qui a besoin d'être désensablée. Je laisse à d'autres le soin de montrer dans quelles circonstances historiques la période baroque a modifié la donne en installant au coeur des églises et de la spiritualité chrétienne un Christ ensanglanté et mort, objet de toutes les dévotions et jouissances morbides.Signification théologique
Poser la question de la signification théologique de la souffrance du Christ, c'est se demander comment est perçue l'implication de Dieu dans cette souffrance, Qu'est -ce qui se dévoile comme rapport entre la souffrance, la mort du Christ - et Dieu lui-même? Dès le début, les écrits du Nouveau Testament soulignent que Dieu (le Père) est celui qui est présent à la croix, présent à cette souffrance, présent à cette mort. Saint Paul a une parole étonnante: «Dieu était là, se réconciliant le monde» (II Corinthiens 5, 19). Très loin de l'imagination perverse qui voit le Père laver son honneur dans le sang de son fils, ce qui est au coeur de la première théologie chrétienne, c'est cette manière dont, dans la croix du Christ, est donné aux hommes une trace de l'identité véritable de Dieu: non pas un Dieu «au dessus», lointain, ou «en face», mais un Dieu proche, même s'il reste caché. Cette intuition, présente dans les écrits de Saint Paul figure aussi en filigrane dans l'Évangile de Jean, où Jésus a cette parole: «Qui me voit voit le Père» (Jean 14, 9). Elle se trouve aujourd'hui de plus en plus fortement soulignée par les théologiens: en cet homme Jésus, c'est Dieu qui se livre sur la croix et qui assume cette mort.»
Jean-Claude THOMAS, "La souffrance du Christ: aperçus théologiques", in la célibataire (Revue de Psychanalise) nº. 16, PRINTEMPS-ÉTÉ 2008.
Etiquetas:
Sofrimento. Teologia do Novo Testamento.
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